22 de fevereiro de 2011

E me sinto forte ....

Porque a minha paz ninguém vai conseguir tirar
Porque o meu sorriso sincero se reflete nos seus olhos.
Porque a minha alma está em paz e meu coração aos pulos.
Porque o vento me trás o teu cheiro, o teu gosto.
Porque aquela música faz meu corpo levitar.
Porque você trouxe o meu mundo de volta...
.... e bem do jeito que eu gosto: frio e cinza... mas nunca morno.
Porque cada momento ao seu lado me faz querer ser assim, como eu sempre fui.
O resto? É resto!
Eu deixo para os fracos.

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20 de fevereiro de 2011

Politicamente incorreta.

Eu não passo mensagens evangelizadoras e nem prego a paz mundial.
Acho um desperdício o Fábio de Mello ser padre!
Não sou do tipo que acha graça em crianças, na verdade tenho até certo medo delas.
Não quero ser mãe e detesto dormir de conchinha.
Prefiro um bom livro a certas companhias. Ficar sozinha não me incomoda!
Não telefono para amigos e nem puxo papo no messenger.
Só atendo quem eu quero no celular e não adianta insistir.
Não rendo assunto no telefone e nem mando mensagens de feliz natal.
Detesto gente simpática demais. Boazinha demais. Feliz demais.
Odeio gente burra, submissa, inocente e promíscua.
Prefiro o dia nublado ao ensolarado.
A chuva ao sol.
O frio ao calor.
O silêncio ….
Não sei aceitar sem discutir.
Eu peco pelo excesso, não pela falta.
E não me venha com esse papo de lugar no céu... eu me entedio fácil.
Eu quero é mais pra mim. O comum me causa alergia.

  

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Dos desejos mais insólitos.

Se você tivesse outra chance, faria tudo exatamente igual?
Cometeria os mesmos erros, percorreria o mesmo caminho, se entregaria da mesma forma?
Me ponho a pensar no que eu deveria ou não deveria ter feito. Me culpo pela minha geniosidade e precipitação. Quem sabe se eu tivesse contato até dez, hoje tudo seria diferente? Quem sabe...
Sei que no fundo você também queria uma segunda chance.
Quem vive de passado acaba também perdendo o futuro, mas é impossível deixar de desejar, o tempo passa, a vida segue, mas ainda somos os mesmos.
Dói.
E eu sei que você ainda pensa em mim.
Quem sabe um dia, de novo. Pode ser agora?

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2 de fevereiro de 2011

Por tudo que for

Ás vezes acontece, o coração aperta e um sentimento do tamanho do mundo fica aqui.
Não sei o que é: saudades, solidão, tédio. Só sei que incomoda. Dói.
Estranho sentir e não saber o que, nem porquê. Talvez até saiba, mas é melhor continuar tentando esquecer.
O que passa aqui dentro, só eu sei.


"E depois,
A luz se apagou
E eu não consigo mais ficar sozinho aqui
Sem você é tão ruim, não tem sentido, prazer
Não há nada
Por favor,
Não me interpreta mal
Eu não queria nem devia te magoar
O vento vem, o tempo vai
Passa por mim meio assim, meio assim devagar
Vou dormir sentindo
O que a solidão pode fazer
A um ser ferido, por saber que o erro era meu (só meu)
Já passou,
Agora já passou
Mas foi tão triste que eu não quero nem lembrar
Ver você, ter você
E querer mais de nós dois não tem nada demais
E pensar
Você aparecer
Pela janela tão bonita de manhã
Vem pra mim e não vai mais
Me abraça, me abraça, me abraça
Por tudo que for..."

              Lobão - Por tudo o que for

        # Me faz chorar horrores de tão linda!


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29 de janeiro de 2011

" Cansado de correr na direção contrária."

E a gente se dedica, se entrega, se esforça, mas nada acontece!
A vida gosta mesmo é de curtir com a cara da gente.
Nunca fui uma mulher de sorte, nem bonita, nem rica, por isso sempre soube que para conseguir alguma coisa nessa vida, deveria me dedicar ao triplo. E assim foi!
Sempre corri atrás dos meus sonhos, trabalhei, dei o melhor de mim. Acreditei que para conseguir algo era necessário ter paciência, porque nada acontece de repente e nem para quem não se esforça e assim fui levando.
O problema é que sempre acho que “desta vez vai”, e acabo assim, sem rumo, sem esperança.
Porque meu Deus, alguns tem tanto e outros não tem nada?
Será que erro por não ter medo de lutar?
Estou cansada! O caminho tem sido cada vez mais duro, injusto e cruel. Me sinto cada vez mais violentada pela ironia do destino. Quero ir embora, nascer de novo, virar pó!
Não aguento mais nadar, nadar e morrer na praia.
Quero começar de novo! Aqui pra mim já deu. Cansei de ser o brinquedinho de Deus.
Eu só lutei pelo simples e pelo digno....
E não me julguem e nem me critiquem. Não estou aqui lamentando, apenas desabafando porque ser guerreira o tempo todo me enfraquece.
Só me deixem ser feliz, porra!

Não faço mal a ninguém...Vai ver que é aí que eu erro.

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5 de janeiro de 2011

Feliz tudo novo, de novo!

E 2011 já está ai se esfregando na nossa cara! Com ele vem a esperança, os novos planos e desejos. Como é bom poder começar tudo de novo....

Eu sei que a vida continua a mesma, os problemas, as dúvidas, as inseguranças, mas só a sensação de que tudo pode ser diferente já traz um alívio para o coração. O que não pode é cruzar os braços e esperar que as coisas caiam do céu porque esperança nenhuma resiste ao comodismo.

Resolvi me livrar de tudo aquilo que ainda me acorrenta, dos sentimentos que sempre me puxavam para algo que eu nunca mais iria ter. Chega! Agora é a minha vez.

É hora de recomeçar, vestir a camisa e ir a luta. Sei que não é fácil mas estou realmente disposta a fazer diferente, a ser diferente. O primeiro passo eu já dei.

A vida é aquilo que a gente faz dela, se ela é boa ou ruim só depende da gente.

Sorte de quem optar por estar ao meu lado, porque vai beber champagne comigo!
A vida não tem graça se a gente não correr risco.


















Feliz 2011! Esse ano é meu e ninguém tasca.

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23 de dezembro de 2010

Todo ano é a mesma história.

Que eu tenho pavor de Natal não é segredo para ninguém. Podem me achar chata, mal humorada e repugnante, mas não sou obrigada a ver tanta hipocrisia e achar tudo  lindo. Sou do contra e não dou o braço a torcer!
Hoje me entediando com fotos de Papai Noel, peru de natal e gorrinho natalino, me deparei com esse texto maravilhoso da Elaine Brum que até parece que foi escrito por mim...

" Cadê??? Alguém roubou meu espírito de Natal!

Eu não tenho espírito natalino. Hoje mesmo acordei, enfiei a cara dentro de mim, botei até os óculos para enxergar melhor, e não, decididamente não. Não encontrei nem mesmo uma meia furada que o Papai Noel pudesse ter esquecido em algum Natal anterior. Vasculhei cantos remotos, zonas obscuras, e não topei nem com uma guirlandinha. Me sinto uma pária por causa disso. Eu deveria estar feliz, saltitante até, abraçando pessoas na rua, mas não consigo fingir. Só a palavra Natal já me dá vontade de grunhir. Grrrrrhuuuuuunft. Lembram do Clint Eastwood em “Gran Torino”? Sou eu no Natal.
Vocês pensam que minha família se comove com a minha situação? Nada. Me ignoram solenemente. Vão ler esta coluna e revirar os olhos antes de pregar uma bola de Natal na minha testa. Há anos tento convencê-los a marcar o Natal para janeiro, quando os aeroviários não ameaçam greve, as lojas já estão liquidando pela metade do preço e não há vizinhos rompendo com todos os paradigmas musicais ao cantar Noite Feliz em ritmo de pagode. Ainda que exista gente na minha família que realmente celebra o nascimento de Cristo, não há nenhuma garantia de que Jesus tenha nascido nesta data. E, convenção por convenção, podemos criar a nossa.
Neste ano, foi por pouco. Estavam motivados pela coluna que escrevi aqui no Natal passado. E talvez, é uma possibilidade, o fato de eu ter chamado a polícia na semana do Ano-Novo possa ter influenciado. Quase os convenci. Mas depois, algo aconteceu, algum complô secreto, e retrocederam. Liguei para saber se estava tudo bem lá para os lados de Ijuí e minha mãe me deu a notícia à queima-roupa. “Mudamos de ideia! Decidimos passar o Natal na tua casa em São Paulo!”. Demorei uns cinco minutos para recuperar a capacidade da fala, minha mãe preocupada do outro lado que eu pudesse estar sofrendo um ataque epiléptico.
Deixa eu explicar melhor. Eu assumo que não tenho espírito natalino, mas filha, mãe, irmã desnaturada não sou. Vivo tentando sequestrar meus pais para uma temporada na minha casa. E sempre esbarro na resistência do meu pai, cuja viagem mais longa que admite empreender é até a cancha de bocha nos finais de semana. Gasto horas tentando convencer minha filha que o trânsito de Porto Alegre se tornou insuportável e o melhor a fazer é se mudar já para São Paulo. Ninguém sequer me escuta.
Meu problema é com o Natal. Desde o telefonema da minha mãe, toda vez que ouço a palavra Natal eu bebo. Virou uma piada entre os amigos. Eles falam, só para me sacanear: Natal! E eu saio correndo atrás de uma dose de cachaça. Depois de um tempo, meu marido ficou com medo que eu me tornasse alcoólatra e inverteu o processo. Eu levanto para ir ao banheiro do restaurante e ele avisa que não devem tocar no assunto para eu não me exceder na bebida. Volto e está todo mundo com cara de culpado. Sim, sim, eu sei. É ridículo.
Desenvolvi uma fobia natalina. E a cada ano ela piora, até porque o Natal começa cada vez mais cedo. Mal acaba o Dia das Crianças e já começa o Natal. Em outubro! Tenho enjôo quando vejo decoração natalina e calafrios quando ouço músicas natalinas. Eu, que sou uma militante do desarmamento e nunca tive nenhuma arma mais letal que uma faca de cortar pão, quando vejo um Papai Noel tenho vontade de metralhá-lo. E não, não estou criticando o comércio. Eu acredito no livre arbítrio. Se enquadra quem quer. Se eu fosse comerciante e existisse um monte de gente com dinheiro no bolso disposta a pagar o dobro pelo que vendo, eu encontraria um sentido para o Natal. Possivelmente estaria sorrindo.
A esta altura já devo ter chateado alguns leitores. Sim, porque quando digo que não gosto de Natal, que odeio Natal, que tenho horror ao Natal, a primeira pergunta é se fico deprimida. Os deprimidos de fim de ano recebem toda a compreensão. E até um olhar compungido. Mas não, me recuso a mentir. Eu não fico deprimida no Natal. Nem dou a mínima para o Ano-Novo. Eu apenas não consigo encontrar nenhum sentido. Nem um bem pequenininho.
Para não cometer o pecado do etnocentrismo, empenhei parte deste mês de dezembro na tentativa de compreender o espírito natalino dos outros. Descobri que, em geral, o espírito natalino é o que há de pior! Pode ser que na sua cidade seja diferente, mas em São Paulo é o mês mais antissocial do ano. A maior parte das pessoas está à beira de um ataque de nervos. E algumas têm um ataque de nervos. Você esbarra sem querer em alguém, pede desculpas e a criatura xinga gerações da sua família que ainda nem nasceram.
Os ônibus estão lotados em horários novos, é preciso se humilhar para conseguir um táxi, o trânsito para a qualquer hora do dia e há gente quase se estapeando nos shoppings. Ontem mesmo um taxista me xingou de “maldosa” porque a corrida custou R$ 30 reais e eu dei duas notas de R$ 20. “Você acha que eu tenho obrigação de ter troco?”, reclamou bem desaforado. Sim, eu achava que ele tinha de ter R$ 10 de troco. E quase rolamos na sarjeta. Depois, perdoei o motorista maluco. Coitado, ele não sabe o que faz nem o que diz. É só mais uma vítima do espírito natalino.
A verdade é que a maioria de nós está exausto, gostaria de ir para casa botar os pés para cima e assistir a algo bem idiota na TV. Mas não: está lá, comprando. Gastando todo o décimo-terceiro, comprometendo os próximos meses de salário e pegando fila para pagar. Se duvida, sente-se num banco de shopping se encontrar lugar em algum e apenas assista: casais falam coisas cruéis um para o outro, crianças choram e batem pé (ai que vontade de torcer o pezinho!), é um desfile de gente com olheiras no umbigo e dentes trincando, loucas para arrumar uma confusão e desabafar seu fel em algum incauto.
Por que, então? Não sei. Perguntei a vários desconhecidos com que topei nas últimas semanas em situações diferentes. Boa parte deles disse a mesma frase, com uma ou outra variação: “Se eu pudesse dormiria no final de novembro e acordaria em janeiro, quando este pesadelo tivesse passado”. Outro taxista, ao adivinhar em mim uma alma irmã, chorou ao volante enquanto subia comigo a Teodoro Sampaio em primeira. Aos soluços, disse que além de passar um mês dirigindo no pior trânsito do mundo, ouvindo desaforo de clientes estressados, chegaria à ceia do Natal e encontraria uma sogra que o odiava e um cunhado folgado. “E meus filhos vão reclamar que não ganharam o tal do Playstation 3!” Dei batidinhas nas suas costas. “Tap, tap. Pronto, pronto. Coragem, irmão! Tamo junto misturado!”
Se você me lê há mais de um ano, pode estar se perguntando: “Mas de novo ela vai falar mal do Natal?” Sim, no ano passado eu já disse que tinha medo de chester. Depois, destilei ódio contra meus vizinhos de praia nas festas de fim de ano. Mas é o seguinte. Eu poderia estar roubando Papais Noéis de loja, poderia estar matando renas na Paulista, poderia estar arrancando línguas de canarinhos de corais natalinos ou empalando duendes. Mas não. Estou aqui, civilizadamente, apresentando meu ponto de vista. Para mim, falar mal do Natal é um ato político.
Até porque sou uma vergonha. Peco pela incoerência. Falho miseravelmente em minha própria casa. Assim que colocar o ponto final aqui, vou correr para disputar um chester no supermercado. Sim, sim, minha família recusou minha proposta de fazer uma ceia natalina de feijoada e exigiu tradição. Desde quando chester, esta coisa inventada em laboratório, se tornou uma tradição eu não sei. Mas joguei a toalha. Nem mesma sou eu. Quem escreve aqui é um clone. Eu mesma estou de pés para cima, balançando na rede de uma ilha deserta. Sim, ho ho ho. Feliz grrrrrrunfthzt@%$ para você também! "

E se quer saber, nenhum Papai Noel tentou me molestar quando eu era criança e nunca tive um natal triste, sem brinquedos e sem peru. Eu apenas não concordo com o fato das pessoas serem caridosas e afetuosas apenas nessa época. Se o "espirito natalino" prevalecesse o ano todo, o mundo seria mais fácil de se viver. Eu faço a minha parte, e você?

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15 de dezembro de 2010

...

Sua voz ainda me soa próxima, sua risada ainda me enche o coração.
Mas minha alma continua leve....
A vida segue. Tô feliz assim!

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21 de novembro de 2010

E se eu tivesse te deixando entrar?

Talvez eu seria mais feliz.
Talvez a gente já teria uma família de fãs dos Beatles.
Talvez eu ainda teria o teu colo pra deitar.
Talvez os Mutantes ainda tocasse no meu som.
Talvez você estaria aqui ou eu ai!
Talvez....
Mas você se foi e eu sinto saudades.
Mas ainda te tenho dentro de mim.
E no fim, não deixei você entrar porque sabia que cedo ou tarde você me deixaria.
O medo sempre me impediu de tentar.

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3 de novembro de 2010

Precisando de um amor? não... de um cabelo novo!


Ter um amor é bom, aquece o coração, dá leveza a alma, alegra a vida. Mas se o cabelo não tiver legal, não há Gianecchini que resolva. Exagero meu? Du- vi- de -odó!
Sempre tive uma excelente relação com minhas madeixas, um caso de amor de dar inveja as chapinhas alheias já que pra mim, nada era mais perfeito que meus cachinhos. Mas como em toda relação, estamos em crise.
Algo não se encaixa, ele rebelde, espaçoso, teimoso, e eu tentando reprimi-lo (em vão), claro! Estou querendo a separação.
Parece besteira mas é incrivel como a vida fica mais dificil quando o cabelo não tá legal, tem sido uma tortura encarar o espelho. Mas assim como a vida se resolve com terapia, crise com o cabelo se resolve no salão e eu não vejo a hora de cortar o mal pela raiz...literalmente.
Passou da hora de encarar o problema e eliminar o que nos incomoda, e dessa vez não falo do cabelo, mas vou começar por ele.

Cabelo novo, atitude nova, aí vou eu!
Passou da hora de radicalizar!

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